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"Eles tentaram me levar pra reabilitação, e eu disse: não, não, não..."
Num tempo em que termos como "qualidade de vida" e "bem estar" estão na moda e em que até a Coca-Cola se rendeu à onda verde "politicamente correta", a figura de Amy Winehouse parece destoar.
Ostentando uma imagem quase bizarra, com seu cabelo montado alto (agora loiro oxigenado), maquiagem marcada e um corpo que secou depois do abuso de drogas e álcool, ela vendeu mais de 5 milhões em tempo de crise da indústria fonográfica. Mas como muitos astros da música do passado, o sucesso do "Back to Black" só parece ter piorado o vício da moça, que tem sido vista com cortes nos braços, além daquela constante cara de chapada.
A cada dia surge um novo boa/escândalo envolvendo a Amy-Jade e imagino se ela vai ter tempo de repetir o sucesso do 2° CD. Estou torcendo. Porque tudo o que falta nela de juízo, coordenação motora e bom senso, sobra de qualidade musical, coisa que está em falta hoje em dia.
Enquanto isso, vou me contentando com covers estilosíssimos da Amy, como esse da Terra Naomi, a mais web 2.0 das cantoras. Essa sim, mais "certinha" impossível, com apresentação no Live Earth e apoio à causas ambientais. E ao invés de tablóides, ela prefere divulgar a música dela no YouTube, no Facebook, no myspace, no iLike, no Bebo, no IMEEM, no buzznet, no virb e no blog dela...
Ela pode estar longe dos 5 Grammy's da Wino, mas aposto que ela está bem mais feliz também... ;-)
No hall de grupinhos indie, as irmãs Casady ocupam lugar de destaque. Tente rotular o som produzido por Bianca Leilani Casady (Coco) e Sierra Rose Casady (Rosie) e você vai entender o verdadeiro significado da categoria também composta por Devendra Banhart e Sigur Ros. E não foram poucas as tentativas de etiquetar o som das irmãs: gospel, garagem pop, hip-pop, electro experimental e até folk mal-ajambrado já foram termos usados para defini-las...
A estranheza da música delas não impediu que as cantoras-pintoras-escritoras-diretoras de curtas-multiinstrumentistas fizessem sucesso no mundinho publicitário. Atualmente, é difícil ver um anúncio de perfume francês e não ouvir as vocalizações de Coco ou a harpa de Rosie.
Chega a ser engraçado ouvir versos como "I'm not for sale anymore..." em comerciais da Prada e da fragrância Escada Into The Blue. Ponto para os diretores super "in" da ceninha publicitária e das irmãs que depois de passarem por poucas e boas agora desfrutam o sucesso e já está no quarto álbum. Mais um bom exemplo de que o encontro do mainstream com o alternativo é possível e pode dar bons resultados comercialmente e artisticamente.
Se você ainda duvida, entre no site da Prada, clique em The Animation e veja o filme Trembled Blossoms. A grife CocoRosie tem tanto destaque quanto a marca quase centenária.
Quer saber mais?
cocorosieland.com
hairnet paradise